quarta-feira, 29 de junho de 2011
De tudo fica um pouco
De tudo sempre fica um pouco.
Dos meus medos.
Dos teus gritos.
Da flor ficou um pouco.
Ficou um pouco daquela noite corrida, da ternura ficou um pouco, muito pouco.
Pouco ficou da paixão que nos avassalava, mas de tudo fica um pouco.
Fica um pouco do teu rosto olhando para o meu.
Fica um pouco do teu corpo dentro do meu...
Pois de tudo fica um pouco,
fica um pouco do meu profundo silêncio, fica o vazio,
o cheiro, a cama desfeita,
um pouco ficou, ficou um pouco...
Já não sofro, pois já não brilhas dentro de mim.
Pois éramos ou sentíamos algo tão diverso do que pensávamos que fossemos.
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